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Apresentação do livro A República de Platão

Foto do escritor: Cícero Pereira LeiteCícero Pereira Leite

Atualizado: 25 de mar. de 2023


E

m –399, quis interferir no processo que moviam contra Sócrates, onde se propôs ser seu fiador. Sócrates não aceitou. Após a morte de seu mestre, se recolheu para Mégara e outros lugares.


Arístocles ou Platão como conhecemos, nasceu provavelmente em 07/05/427 a.C. Ateniense, descendente de pessoas importantes politicamente e bem sucedidas, foi discípulo de Sócrates e, assim como seu mestre, tinha suas idéias opostas aos sofistas, já que esses faziam uso das palavras independentemente de serem elas expressão da verdade ou não.


Em –399, quis interferir no processo que moviam contra Sócrates, onde se propôs ser seu fiador. Sócrates não aceitou. Após a morte de seu mestre, se recolheu para Mégara e outros lugares. Em –387, em Siracusa é vendido como escravo, mas se livraria dessa condição graças a Amniceris de Cirena, para voltar a Atenas. Lá, funda a Academia onde esteve a sua frente até sua morte em 347 a.C.


De acordo com Paul Tannery em A vida, a obra e a doutrina de Platão(In Platão. Fedro(2001:19) “em Atenas nada poderia ser feito sem uma reforma social que alcançasse suas raízes”. O que pode muito bem nos levar a pensar no modo no qual foi escrito A República, de Platão. A República ou da Justiça, é um conjunto de dez livros de caráter político, mas que não deixa a desejar em termos educacionais. Platão descreve a formação do estado com Glauco, a partir de uma cena no Pireu, numa visita de Sócrates a Céfalo, pai de Lísias um famoso orador. Platão narra um diálogo iniciado por Sócrates e Céfalo sobre a velhice e o quanto é necessário o respeito e a atenção aos idosos, bem como o despego as riquezas e deixar de ter medo da morte. A partir daí como outros que lá estão começará a discursar sobre a justiça.


Sai Céfalo e entra no diálogo Polemarco, filho de Céfalo e também Trasímaco, este, “para defender a idéia de que a justiça se difere pelo interesse do mais forte e que a injustiça é mais vantajosa que a justiça. Sócrates, refuta-o e insiste principalmente no fato de que sem justiça sociedade alguma é possível”[1].


"Assim discorre do Livro I ao V exames sobre a justiça, o problema da mentira que tem objetivo político, as necessidades que as pessoas têm uma das outras, o cumprimento da justiça quando cada pessoa cumpre seu papel."


Assim discorre do Livro I ao V exames sobre a justiça, o problema da mentira que tem objetivo político, as necessidades que as pessoas têm uma das outras, o cumprimento da justiça quando cada pessoa cumpre seu papel, e, no livro V “Sócrates volta-se a organização do estado e que este só é viável se os filósofos reinarem ou se os reis se tornarem filósofos”. Nesse livro ele dá também a ideia do que seja um filósofo.


Do Livro Vi ao X, ele fala que o filósofo é aquele que ama a verdade, descreve que “a forma mais perfeita do Estado acaba por se corromper”, ele classifica s formas de Estado em quatro gêneros: a timocracia, a oligarquia, a democracia e a tirania. “Essa exposição é uma das fontes principais da obra”.[2]


A felicidade do justo e a corrupção no estado, são um paralelo entre o estado e os homens.Todos conhecem no Livro VII, a apologia de Sócrates com Glauco, a Alegoria da Caverna, conhecida mundialmente por aqueles que estudam Filosofia ou área afins. Nessa bela alegoria, Sócrates insiste no fato de que a educação deve formar o filósofo

não apenas para a vida contemplativa, mas também para a vida ativa. No entanto, uma visão educacional e política é muitas vezes esquecida no livro VI, onde ele trata a formação do governante e analisa os que rodeiam e escolhem como idênticos a ele, míopes e etc., mostrando não só a finalidade política da República mas também educacional.


Como pergunta e responde CHAUÍ: “O que é a caverna? O mundo de aparências em que vivemos. Que são as sombras projetadas no fundo? As coisas que percebemos. Que são os grilhões e as correntes? Nossos preconceitos e opiniões, nossa crença de que o que estamos percebendo é a realidade. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz do sol? A luz da verdade. O que é o mundo iluminado pelo sol da verdade? A realidade. Qual o instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e com o qual ele deseja libertar os outro prisioneiros? A filosofia”[3].


[1] TANNERY, Paul. Fedro. A vida, a obra e a doutrina de Platão. São Paulo/SP:

Martins Clarete,2001.(Col. A Obra Prima de cada autor). p. 21

[2] id.op. cit.p. 25

[3] CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia.São Paulo/SP: Ática,2003.(13a. ed. 1a. imp.)

p. 12.

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